A utilização da maquiagem no dia a dia – principalmente pelas mulheres – é um hábito muito comum desde a antiguidade, porém, os motivos que estão por trás deste ato foram se modificando bastante com o passar do tempo.

Sem espelhos iluminados feitos especialmente para melhorar a experiência da maquiagem, o intuito inicial do surgimento no Egito Antigo por volta de 3.000 A/C não era estético, mas sim focado em crenças culturais e espirituais, que tornava possível identificar sociedades diferentes através dos desenhos utilizados nos rostos das pessoas. 

As pinturas faciais, que depois ganharam o nome de maquiagem, são utilizadas desde os primórdios da humanidade, mas de forma muito diferente da atual. No início, sem espelhos ou iluminação adequada, a matéria-prima dos produtos utilizados também era outra. As pinturas eram feitas com pigmentos retirados de extratos de plantas, animais e pedras, com o intuito de criar um visual intimidador para assustar as presas durante caçadas e batalhas. Também eram utilizadas de forma ritualística, onde cada desenho tinha um significado especial para os diferentes rituais da época.

Voltando ao Egito Antigo, o Kohl era um dos materiais mais utilizados para a pintura facial. Esse material era composto por chumbo misturado com óleo vegetal e gordura animal, que além de um pouco inusitada para nós, era também tóxica – o que ficava ainda pior pois era geralmente aplicada na região dos olhos. Como essa mistura não era tão simples de ser obtida, ficava reservada apenas para os nobres e sacerdotes, que acreditavam que teriam proteção dos deuses ao utilizarem as pinturas. Para as pálpebras, os corantes naturais eram aplicados, e para os lábios era utilizado um pigmento extraído de insetos e raízes que ficava na cor carmim.

Além do simbolismo, através da maquiagem os egípcios também decidiram que as mulheres deveriam possuir a pele clara e os homens a pele escura. Dessa forma, acabaram surgindo alguns hábitos para clarear a pele, difundidos principalmente por pessoas que estavam no poder, como a Cleópatra.

Conforme o tempo foi passando, na Grécia e Roma antigas esses hábitos continuaram se difundindo, mas de forma mais sutil, com pó facial para clarear a pele e blush e batom em tons avermelhados. Porém, a matéria-prima continuava sendo tóxica, contendo chumbo e mercúrio em sua composição.

Com o passar dos anos, os produtos foram evoluindo, deixando de ser tóxicos, e a maquiagem ganhou força, tornando-se um item essencial na vida de muitas pessoas. A produção em massa a partir do século XVIII e a inovação dessa área fazem do setor da beleza um dos mais movimentados atualmente.

Na natureza, as formas orgânicas são a maioria quando comparadas às formas geométricas. Desde as ondas do mar até os formatos das plantas, a organicidade das formas está presente fortemente por todos os lados.

A necessidade da conexão entre as construções e a natureza não é algo novo. Apesar de estar mais em alta nos últimos anos, muito em virtude dos estudos sobre a Biofilia-, desde o início do século XX os profissionais dedicam seus estudos para criar projetos mais harmônicos e alinhados com as formas da natureza.

O arquiteto estadunidense Frank Lloyd Wright (1867-1959) desenvolveu através de pesquisas o conceito da arquitetura orgânica ou organicismo, que promove a harmonia entre a habitação humana e a natureza. Wright foi responsável por diversos projetos icônicos, como a casa Fallingwater (A casa da Cascata) e o Museu Solomon R. Guggenheim em Nova York, e acreditava que uma casa deveria nascer para atender às necessidades das pessoas e ser vista como um organismo vivo. Com isso, o design deve ser pensado para se aproximar de uma construção integrada ao máximo com seu terreno e seu entorno. Sua convicção era de que os edifícios influenciam profundamente as pessoas que neles residem, e por esse motivo, o arquiteto torna-se um modelador de homens.

A luz solar, mesmo não sendo um material, é um item que também pode ser utilizado como elemento de design! A iluminação natural ajuda a tornar qualquer ambiente mais vivo, pois a luz faz com que as cores se destaquem no mobiliário e nas decorações. Além disso, auxilia no bom funcionamento do organismo como um todo, graças ao alinhamento do ritmo circadiano. Investir em janelas grandes, clarabóias, e outros itens que destaquem a entrada da luz natural pode oferecer um efeito muito benéfico!

Seja nos móveis, nos revestimentos ou nas decorações, a escolha correta dos materiais é capaz de mudar toda a atmosfera do espaço, levando mais aconchego e bem-estar aos usuários. Isso porque, por mais simples que seja, todo detalhe natural já gera um impacto muito grande.

Dicas para a aplicação:

– Diversos são os elementos naturais que podem ser utilizados nos revestimentos, por exemplo. O importante é sempre analisar muito bem o perfil do cliente e o entorno em que o ambiente se encontra, para fazer a melhor escolha;

– Alguns materiais transmitem mais aconchego, como é o caso da madeira e da argila. Outros, podem transmitir mais sobriedade, com os revestimentos cimentícios, o ferro e as pedras. Analise o conjunto completo e use a criatividade para aplicar;

– O grande objetivo é melhorar a conexão do interior com o exterior, então para as cores, a dica é investir em tonalidades que se aproximem das encontradas na natureza, como os tons terrosos e os esverdeados.

Os móveis sem pontas nem arestas tomam conta da décor a cada dia mais. Remetendo visualmente as formas arredondadas da natureza, algo um pouco parecido com as formas do Neotenic Design), é uma proposta que está criando um estilo moderno, elegante e inovador.

Formas arredondadas, como espirais, círculos e curvas são muito utilizadas nos projetos de arquitetura orgânica, assim como as referências aos elementos da natureza, com representações da fauna e da flora.

Apesar do conceito de trazer elementos naturais para dentro de uma residência já ser bastante difundido, é possível conciliar de maneira satisfatória o uso de móveis contemporâneos mesclados com itens de design orgânico.

Assim, mesmo que o cômodo escolhido já possua uma decoração mais moderna, o uso de outros elementos ajuda a balancear seu estilo. Por exemplo, você pode apostar em uma poltrona Charles Eames couro natural, o que unificaria a modernidade do design da poltrona com o uso do elemento couro.

Por meio da harmonização do ambiente, moderno e natural podem trazer um aspecto dinâmico e imprevisível à casa.

DICAS PARA ESCOLHER A MELHOR ILUMINAÇÃO PARA MAQUIAGEM

O ritmo circadiano é o ritmo natural do corpo, que opera em um ciclo de quase 24 horas exatas e inicia novamente toda manhã. Esse ritmo funciona através da percepção da luz, indicando os horários das refeições, o sono, e impactando de diversas formas o nosso organismo, como na regulagem da pressão arterial e até na produção dos hormônios.

Assim como a luz natural vai mudando durante o dia, o nosso corpo também muda. E por isso é tão importante manter a iluminação adequada nos ambientes internos, de forma a impactar positivamente a qualidade de vida das pessoas.

Conforme os anos foram passando, acabamos utilizando diversas fontes tecnológicas de luz e calor, porém, nem sempre aplicadas corretamente. Nosso corpo está sempre tentando coordenar todos os sistemas para seguir um relógio central, usando a luz natural disponível. 

Dessa forma, dois itens são de grande importância no momento de escolher a iluminação perfeita para maquiagem: TEMPERATURA DE COR e IRC.

TEMPERATURA DE COR

A temperatura de cor da luz do Sol vai mudando conforme os momentos do dia, gerando diferentes sensações. Logo pela manhã, é uma cor mais amarelada, que transmite a sensação de aconchego logo que acordamos. Conforme as horas vão passando, a luz fica em um tom mais azulado, o que ajuda bastante na atenção e concentração. Mais para o final do dia, a temperatura da cor muda novamente, voltando para um tom mais amarelado, preparando o corpo para o descanso.

Para acompanhar a luz natural nos ambientes internos, podemos trabalhar com as temperaturas de cor na iluminação. De 1000K a 10000K, a variedade pode ser explorada para a aplicação conforme as necessidades de cada espaço.

TONS QUENTES 

As tonalidades mais amareladas são chamadas de “quentes”, que produzem a sensação de aconchego nos espaços onde são aplicadas. Essas temperaturas de cor são indicadas para ambientes como hall de entrada, salas, dormitórios e outros ambientes residenciais ou comerciais que precisam ser mais intimistas e tranquilizantes.

TONS FRIOS

Já as tonalidades mais azuladas são chamadas de “frias”, e  ajudam a gerar mais atenção e foco, sendo indicadas para espaços que necessitam de precisão. Exemplos de aplicação da temperatura de cor fria: locais de estudo, salas de cirurgia, cozinhas industriais, e qualquer ambiente que exija concentração.

TONS NEUTROS

O meio termo entre as tonalidades quentes e frias é o neutro. Nem tão amarelada e nem tão azulada, essa temperatura de cor é indicada para locais que precisam manter a fidelidade das cores, como barbearias e salões de beleza, locais para maquiagem, closets e lojas de roupas. 

IRC

Em muitos casos, como em salões de beleza e estúdios de maquiagem, a qualidade da reprodução das cores também é um fator indispensável para manter a fidelidade dos tons de pele e dos produtos.

O IRC (Índice de Reprodução de Cor) é a referência oficial mundial para medir a capacidade de a luz elétrica reproduzir corretamente as cores, tendo como base a luz natural.

Essa medição gera uma nota de 0 a 100, levando em consideração a amostragem de 15 cores. Para termos uma ideia, o IRC da luz natural é 100, então quanto mais próximo a esse número, mais fiel é a reprodução das cores.

Em questões de fidelidade de cores, considera-se IRC 80 muito bom, sendo ótimo para uso doméstico. Já o IRC 90 é considerado excelente, com sua indicação para uso profissional.

Por isso temos as duas opções disponíveis para você escolher de acordo com a sua necessidade: My Luxes IRC 80 e My Luxes IRC 90. Clique aqui para saber mais!

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